Mantras

O Poder dos Mantras no Sistema Shivam Yoga

As técnicas de meditação e de Mantras caminharam juntas ao longo dos séculos na Índia. A prática dos Mantras é tão antiga quanto o Yoga. Os Mantras surgiram a partir da intuição dos Maha Yogues Rishis de Bharata (Índia Antiga). Com o passar dos tempos, os Mantras se agregaram ao Yoga e, nesse caso, visavam a despertar, no Sadhaka, sua força interior e seus poderes latentes. Na cultura tântrica, juntamente com os Mudras e os Pujas, representam uma das ferramentas mais fundamentais para o caminhar na Senda, que é intensificado através dos rituais tântricos, tudo isto levando a um abrir dos portais para os ensinamentos.

Seguindo as tradições tântricas, dentro do Sistema Shivam Yoga, os Mantras funcionam como um Anga (parte) que se constitui em um meio para desenvolver mais ainda a sensibilidade do Instrutor e dos alunos, levando-os a perceber, de forma mais intuitiva, todas as suas potencialidades e despertando neles tais potencialidades.

Há 15.000 anos atrás, os referidos Maha Yogues Rishis ouviram os sons primordiais e os transformaram em Mantras e estes sons mântricos passaram a ser utilizados por eles para levar-lhes a planos mais sutis de consciência e, mesmo, atingir o Samadhi.  É sabido que todo esse legado foi transmitido através do Gupta Vidya e do Vaktrat Vaktrataram – Transmissão de Conhecimentos Mestre a Discípulo.

Sabe-se que cada Mantra tem efeitos específicos, atuando nos planos mais sutis, levando quem os vocaliza a também se adentrar nesses planos, deles absorvendo sabedoria e consciência, principalmente consciência espiritual. Entre os inúmeros efeitos dos Mantras, destaca-se o fato de eles ativarem a energia de Sattva e, assim, potencializam a força de Purusha no Sadhaka.

Estando a força de Purusha mais intensificada no Sadhaka, essa força irá, de forma mais intensa, atuar em Prakritti, transformando-a, tornando-a mais sutil e poderosa – após um ritual mântrico certamente o Sadhaka se fortalece e torna-se um ser em que há uma harmonia muito mais intensa entre a força de Prakritti e a de Purusha, numa simbiose transformadora de seus hábitos, de seus gostos, de sua sensibilidade e, principalmente, de sua consciência.